Prêmio Candela

Prêmio Candela

“É melhor acender uma vela do que praguejar contra a escuridão” – Adágio


PREMIADOS

  • Março de 2008
  • O boletim britânico Magonia, mantido por John Rimmer, John Harney e Peter Rogerson. “Interpretando visões e crenças contemporâneas” há mais de quatro décadas, Magonia oferece ensaios e pesquisas com um estilo único, provando que a abordagem crítica a temas fortianos pode ser fascinante e verdadeiramente profunda e produtiva. Magonia foi e permanece sendo uma inspiração.

    O arquivo online principal do boletim está fora do ar, mas ainda pode ser acessado no Internet Archive.

  • Outubro de 2007
  • O professor Luiz Ferraz Netto, responsável pelo sítio online Feira de Ciências. Com mais de duas dezenas de “salas” contendo centenas de explicações, referências e — claro! — experimentos científicos, é um trabalho “imperdível”.

  • Maio de 2007
  • O norte-americano Martin Kottmeyer pelo conjunto de ensaios abordando os aspectos culturais da chamada ufologia. O prolífico autor possui uma enorme quantidade de trabalhos, alguns dos quais já traduzidos e publicados no sítio CeticismoAberto. Destes, podemos destacar “‘Gauche Encounters’: Filmes B e o mito OVNI“, que sintetiza uma série de influências culturais diretas a diversos casos envolvendo supostos OVNIs e extraterrestres, bem como seu ensaio sobre a plasticidade do fenômeno, uma faceta evidentemente cultural. Kottmeyer também vai comumente além, atrevendo-se mesmo a fornecer soluções inusitadas e divertidas a casos particulares.

    Com sua gentil permissão, os ensaios já publicados no sítio CeticismoAberto serão revisados, e uma série de novos artigos, alguns dos quais inéditos na rede eletrônica, serão publicados gradualmente.

  • Março de 2007
  • O professor paranaense Paulo Sen Lee por seu livro “Ciências versus Pseudociências” (editora do Chain). Um dos poucos livros em português a abordar de forma prática a questão do pensamento crítico e das pseudociências, a obra apresenta desde conceitos básicos da filosofia da ciência, passando por uma discussão das principais pseudociências e suas falácias, para terminar com capítulos direcionados especialmente a educadores. Lee propõe que uma das maneiras de estimular o pensamento racional-científico entre os estudantes é promover o confronto entre a ciência e a pseudociência.

    O livro pode ser adquirido pela livraria do Chain, telefone (41) 3264-3484, Curitiba, ou com o próprio autor através do email [email protected], por R$ 25,00 mais as despesas de envio.

  • Dezembro de 2006
  • O engenheiro mexicano Luis Ruiz Noguez por seu trabalho em “Marcianitos Verdes“. Em menos de um ano o blog, apresentando uma “visão crítica da ufologia, critptozoologia, parapsicologia e outras NÃO ciências“, já oferece um volume quase enciclopédico de informação, alternando dossiês aprofundados com notícias recentes sobre o insólito.

    Além do prêmio “Candela” e uma quantia primariamente simbólica, parte do trabalho de Noguez em “Marcianitos” será traduzido e publicado em português no sítio “CeticismoAberto” com sua graciosa permissão.


    Sobre o prêmio Candela

    Durante a febre da caça às bruxas na Europa, em que a única forma de provar sua inocência poderia ser afogando-se no fundo de um lago, poucas vozes ousaram se levantar contra as atrocidades cometidas em nome do sobrenatural.

    Foi especialmente neste contexto que o inglês Thomas Ady corajosamente publicou em 1656 o tratado Uma Vela no Escuro advertindo que “o grande erro destes tempos é atribuir poder a bruxas, e pela tola imaginação dos cérebros dos homens, promover a matança de inocentes“. Escrito como conselho aos tribunais, seu tratado expunha as incoerências e injustiças de um dos extremos históricos mais conhecidos da irracionalidade.

    Em alguns países da África, no Paquistão e na Índia, pessoas inocentes continuam sendo assassinadas como bruxas, embora esta loucura em particular tenha se extinguido em grande parte do mundo. Mas ela deu lugar a muitas outras.

    Estas novas loucuras não costumam ser tão explícitas em suas atrocidades, porém seu impacto sobre a sociedade continua sendo tão nocivo quanto quando Ady advertiu sobre o perigo das “nações perecerem pela falta de conhecimento“.

    O astrônomo Carl Sagan referiu-se a Ady no subtítulo de sua última obra publicada trezentos e quarenta anos depois, em 1996. “O Mundo Assombrado pelos Demônios – A ciência vista como uma vela no escuro” é um livro escrito como conselho ao público sobre as incoerências e perigos das pseudociências.

    O prêmio “Candela” do projeto HAAAN, é assim uma reverência a Ady, a Sagan, e a todos os premiados pelo seu trabalho em ajudar a iluminar o mundo.


    * O logotipo do prêmio Candela foi gentilmente criado por Alenônimo